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Trabant 
Estive em férias durante o mês de maio, motivo da ausência no blog. Neste período fiz uma viagem pelas capitais imperiais européias (Viena, Budapeste e Praga), além de passagens pela Eslovênia e Itália. Em uma passeio pelo interior da Hungria, no caminho à Budapeste, cruzamos com um simpático Trabant vermelho!! O Trabant (companheiro de viagem, em alemão) foi um automóvel produzido pela Sachsenring, na antiga Alemanha Oriental, entre 1957 e 1991. O carro era tão "tosco" que tinha uma carroceria de plástico, similar à fibra de vidro, mas de fabricação mais barata e viável para larga escala. Porém não era reciclável, o que resultou em um problema nos anos 90: como eliminar as velhas carrocerias abandonadas? Quase não há mais Trabants rodando pelo mundo - virou peça de colecionadores. o Trabi (como era carinhosamente conhecido pelos alemães) permanece como o maior símbolo da extinta Alemanha Oriental e de tudo o que ela representou. O fim do singelo automóvel coincide com o fim da guerra fria e da divisão bipolar do mundo. Hoje, ele é um marco desse tempo que passou, um tempo que ficou para trás quando sopraram os ventos da mudança. 
grafite do Trabant no muro de Berlin fonte: Wikipedia
Escrito por Bruno Beraldo às 12h11
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Toque de recolher - liberdade?
Outro assunto da semana foi a determinação de toque de recolher jovens em três cidades do interior de São Paulo (abaixo link para a notícia). Crianças e adolescentes de até 13 anos só poderão ficar nas ruas até as 20h30; Entre 14 e 15 anos, até as 22h; entre 16 e 17 anos, até as 23h. Ah, e menores de 16 anos também ficam proibidos de frequentar lan houses. O que me assusta é que na folha.uol de hoje há uma pesquisa: 80% acreditam que o toque de recolher diminui a violência. Diminuindo ou não a violência, parece-me que o conceito de liberdade é mais importante neste momento. Se perguntado, quase todo mundo diria que liberdade é uma coisa boa. Liberdade é poder fazer escolhas por si mesmo, ter vida própria, ser autônomo. A liberdade encontra seu limite quando alguém a usa para prejudicar outros. Uma pessoa deveria ser livre para fazer o que quiser, contanto que não cause dano a outras. Em outras palavras, a essência da liberdade é a ausência de coação. O papel do Estado, portanto, é assegurar o funcionamento tranquilo de de uma sociedade de indivíduos livres, e todas as leis que ele impõe deveriam ter esse propósito. Nesse contexto, essa nova lei é totalmente autoritária e descabida, em minha modesta opinião. Você concorda?
Escrito por Bruno Beraldo às 19h30
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Confundindo o público e o privado
O assunto da semana foi a farra das passagens aéreas: o uso do dinheiro público para que os parlamentares (deputados e senadores) passeiem pela Capital Federal e, como não, pelo exterior. Não somente os parlamentares como também seus familiares e/ou indicados. Que festa! Fico indignado... primeiro porque quando se candidataram ao cargo, os nobres deputados sabiam que teriam que viajar a Brasília, que é lá que se legisla. Segundo porque todos sabemos que os deputados vão a Brasília na terça feira e retornam na quinta - três dias, portanto. Não faz sentido que as passagens sejam extensíveis à família!! "Trabalhem" três dias e retornem aos seus "currais" eleitorais, ora pois! Mais surpreendentes ainda foram as reações dos deputados... primeiro uma medida drástica e restritiva anunciada pelo presidente da câmara no sentido de eliminar mais este absurdo; no dia seguinte, diante das veementes manifestações dos "nobres" colegas, um recuo lamentável. Só posso repetir uma frase famosa de Martin Luther King: "O que mais me preocupa não é o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética. O que mais me preocupa é o silêncio dos bons". Não nos calemos diante de mais este escândalo na conta do Congresso! Enquanto o privado não for definitivamente separado do público nós, contribuintes, continuaremos pagando a conta...
Escrito por Bruno Beraldo às 19h15
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Pergunta do século
Pergunta do século
Essa eu ouvi do Heródoto Barbeiro na CBN: "Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
Categoria: Diversos
Escrito por Bruno Beraldo às 17h00
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Trânsito em SP - tem jeito? (2)
Trânsito em SP - tem jeito? (2)
Para quem leu o post abaixo e logo pensou no metrô como solução para tudo, segue interessante texto do Jaime Lerner sobre o assunto (publicado hoje no Terra Magazine): http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3716583-EI12373,00.html
Categoria: Diversos
Escrito por Bruno Beraldo às 09h28
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Trânsito em SP - tem jeito?
Trânsito em SP - tem jeito?
Parece que não. Muitos afirmam que o rodoanel será a solução para o problema. Eu afirmo que não por uma questão meramente matemática: * a população da cidade de São Paulo é de 11 milhões de habitantes (19 milhões na Grande São Paulo); * Em média, as famílias são compostas de 4 pessoas (11 milhões / 4 = 2,75 milhões de famílias); * Vamos supor que cada família consuma 1 litro de leite no café da manhã (2,75 milhões de famílias x 1l leite = 2,75 milhões de litros de leite por dia); * Um caminhão carregado de leite leva quantas caixinhas? 5 mil? Se forem 5 mil, são necessários 550 caminhões entrando em SP somente para abastecer a cidade de leite para um único café da manhã; * Estes caminhões não vão deixar de circular na cidade; e o café da manhã não é composto somente de leite. Portanto, o rodoanel não resolverá o problema do trânsito, embora seja uma solução paliativa. (escrevo após passar mais um pouco de nervoso no trânsito paulistano, mesmo fora do "horário de pico".
Categoria: Diversos
Escrito por Bruno Beraldo às 08h46
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O individualismo do ser humano
O individualismo do ser humano
O escocês Adam Smith (1723-1790) é considerado por muitos o pai da economia moderna. A tese de que um impulso psicológico individual poderia ter efeito sobre a prosperidade ou a ruína econômica de um país é o centro de sua principal obra A Riqueza das Nações, de 1776. Smith diz que as pessoas são individualistas e tendem a buscar sempre o que é melhor para elas. Agindo assim, giram a economia e fazem um bem a toda a comunidade, produzindo a Riqueza das Nações.
Explicação clássica do livro: 1) O padeiro não acorda de madrugada para colocar a massa no forno por amor ao estômago de seus clientes – mas pelo dinheiro que ele receberá deles. 2) O Zé da Feira não vai até a padaria para garantir o emprego do padeiro – mas para satisfazer sua própria necessidade e desejo de comer pão.
Explicação dos dias atuais: a) O empresário não contrata funcionários para gerar emprego ou para promover o bem estar social – mas para obter o seu lucro. b) O metalúrgico não trabalha na indústria automotiva para produzir veículos e permitir que todos tenham seu automóvel – mas para receber seu salário e manter sua família.
E assim para toda a economia. Adam Smith também era filósofo e psicólogo, embora mais conhecido como economista. Apesar de ter vivido há mais de 200 anos, ainda acho que ele está um passo à frente de muitos economistas de hoje!
O que você acha? O ser humano é individualista por natureza? Faz sentido dizer que a soma de individualismos produz a riqueza geral de um país?
Categoria: Economia
Escrito por Bruno Beraldo às 10h01
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Confrontar o senso comum
Confrontar o senso comum
"Desconfie sempre da sabedoria convencional. O senso comum precisa ser confrontado com perguntas, muitas perguntas. Algumas não levarão a nada. Outras vão produzir respostas absolutamente surpreendentes." Steven Levitt Levitt é o autor de Freakonomics, livro que convida o leitor a pensar livremente sobre os fatos do cotidiano - e a desafiaras explicações que o senso comum consagrou (recomendo). Vivemos em um mundo em que as pessoas nos dizem constantemente o que fazer ou como fazer, que as coisas funcionam daquela ou dessa maneira. Mas basta fazer algumas boas e diretas perguntas para descobrir que não é bem assim... vamos praticar nosso senso crítico. Bem antes de Levitt, Nelson Rodrigues, frasista incomparável, disse que "toda unanimidade é burra". Curioso é que, quando morreu, o próprio Nelson era quase uma unanimidade!
Categoria: Diversos
Escrito por Bruno Beraldo às 19h06
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Investimentos da classe média
Investimentos da classe média
O pensamento geral da classe média brasileira em termos de dívidas e investimentos é difícil de entender. Há uma grande quantidade de pessoas com dinheiro aplicado em poupança ou em fundos de renda fixa. Ao mesmo tempo que possui dinheiro aplicado, a mesma classe média tem dívidas no crédito pessoal ou no cheque especial. · Em aplicações financeiras, os juros jogam a favor do aplicador; · Nos empréstimos, os juros jogam contra o devedor. Se os juros que recebem pelo dinheiro aplicado (que jogam a favor) são menores que os juros que pagam as dívidas que têm (que jogam contra), qual é o sentido de aplicar dinheiro? Queimar ou rasgar dinheiro tem exatamente o mesmo efeito! Não é melhor quitar totalmente as dívidas contraídas para depois começar a poupar? Ou será que a ânsia pelo consumo imediato não nos permite? Essa situação é muito comum entre os aplicadores em previdência privada (PGBLs ou VGBLs). Estes produtos são excelentes para os que não possuem dívidas com juros jogando contra. Do contrário, é mais recomendável quitar as dívidas para somente depois fazer o seu PGBL ou VGBL. Como trabalho diretamente no mercado financeiro, vejo e escuto este tipo de situação diariamente. Muito cuidado com os gerentes de banco e seus produtos maravilhosos "feitos especialmente para você"...
Categoria: Economia
Escrito por Bruno Beraldo às 13h07
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Felicidade e ignorância Já ouviram dizer que a ignorância é a mãe de toda a felicidade? Acho bastante plausível... 
Quando menos sabemos, mais felizes somos. É muito bom saber que todos somos ignorantes - em diferentes aspectos, mas todos somos.
Escrito por Bruno Beraldo às 11h23
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Die welle - a onda Tenho aproveitado as férias “não planejadas” para ver filmes que há tempos quero ver, mas não consigo. Ontem assisti um filme especial: A Onda (Die Welle – Alemanha, 2008). 
Especial porque eu já havia visto uma versão anterior nos tempos de colégio – 8ª série ou 1º colegial, não sei ao certo. Lembro-me até hoje da explicação do professor sobre o apoio popular a regimes como os organizados por Hitler ou Stalin, com poder absoluto nas mãos de um só indivíduo. Pensava eu: como é possível que um povo apóie este tipo de regime? Até aquele momento eu não podia compreender... Em uma aula sobre autocracia (segundo o dicionário: governo de um só, sem mais lei que a sua vontade), um professor estimula seus alunos a criar as próprias regras deste grupo, introduzindo elementos amplamente utilizados por regimes totalitários, como uniformes, logotipos, saudações, etc. Estes elementos são o início de uma mudança de mentalidade para os alunos, agora membros deste novo grupo denominado A Onda. Filme diferente e interessante, mostrando como o ser humano ganha força quando associado a um determinado grupo – e busca essa associação – podendo chegar a atos de discriminação e violência contra outros grupos pseudo rivais. Vale a pena ver!
Escrito por Bruno Beraldo às 18h46
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Suspeitos pelo início da crise! Como nosso presidente é campeão em declarações “curiosas” (detalhe para o eufemismo politicamente correto), esta aqui já está um pouco ultrapassada. Mas, como o blog também começou tardiamente... “A crise foi causada por comportamentos irracionais de gente branca de olhos azuis (...)" disse Lula, ao lado de Gordon Brown no final do mês de março. Pesquisando pela net, encontrei dois suspeitos por esta situação caótica: 
Definitivamente temos que considerar nosso presidente pelo que ele representa, não pelo que ele literalmente diz. Até porque não se pode desconsiderar um sujeito que chegou a 86% de popularidade! As razões disso nós discutimos em outros posts. Mas, se alguém quiser comentar...
Escrito por Bruno Beraldo às 15h22
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O que é justiça em um momento de crise?
A pergunta "o que é justiça?" é atribuída a Sócrates, filósofo grego (469-399 a.C.). Sócrates interessava-se sobretudo pelas questões morais que afetam nossas vidas, como o que é justo, corajoso ou bom. Iniciava sua abordagem fazendo a seus interlocutores uma pergunta como "o que é coragem?" ou "o que é o amor?" e passava a examinar as limitações das respostas. Para Sócrates, o relevante era o espírito crítico, assim como o reconhecimento da própria ignorância era o primeiro e decisivo passo para o conhecimento. Somente quando nos damos conta de que não sabemos o que supúnhamos saber é que iniciamos a busca para descobri-lo. Daí uma de suas conclusões mais conhecidas até hoje: "só sei que nada sei". Bom, voltando ao tema principal deste post, recentemente, lendo um livro de introdução à filosofia, encontrei uma definição de justiça bastante interessante: Justiça é algo que todos aprovam em teoria, mas sobre a qual poucos concordam na prática. Refere-se basicamente à equidade - a distribuição moralmente correta de coisas boas e más entre as pessoas. Segundo alguns, "todos deveriam ser tratados igualmente, a menos que haja uma diferença relevante entre eles". Isto é, se há um bolo e duas pessoas idênticas, seria justo que recebessem partes iguais do bolo. Mas, como na realidade não há duas pessoas iguais, qual a diferença relevante que poderia afetar a distribuição do bolo? Poderíamos discutir uma parte maior para uma pessoa desnutrida (critério: necessidade) ou à que nos ajudou a fazer o bolo (critério: mérito), apenas para citar duas de diversas possibilidades existentes. Decisões sobre justiça e as diferenças relevantes raramente são simples, e costumam ser contestadas de modo exaltado. Neste momento de crise mundial, por exemplo, diversas empresas estão adequando sua produção aos novos níveis de demanda. Essas adequações levam, inevitavelmente, a demissões. Mas quem deve ser demitido? O funcionário que atende às matrizes de competência estabelecidas pela empresa, porém é jovem, solteiro e tem maiores opções no mercado; ou o funcionário que atende parcialmente os resultados, porém é casado, mais idade e tem quatro filhos para sustentar? De qualquer forma, só os tomadores de decisão saberão as diferenças relevantes que afetarão a distribuição do bolo - ou as demissões. Está lançado o desafio. Para pensar na cama...
Escrito por Bruno Beraldo às 16h06
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Pretensão?
Arrumar o cabelo é bastante fácil, mas e quanto ao que está dentro da cabeça? Infelizmente, não há nenhum aparelho que faça de você um pensador melhor sem esforço - é preciso praticar. 
Escrito por Bruno Beraldo às 16h04
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O início de tudo...
Olá Todos!!! Finalmente, depois de muito ensaio, resolvi escrever este blog! A ideia é colocar neste espaço um pouco dos assuntos do dia a dia, bem como resumos das leituras que tenho feito. São temas diversos e variados, frequentemente presentes nos happy hours da vida. Espero que os temas variados aqui expostos possam gerar discussões e novas idéias a todos. Grande Abraço, Bruno Beraldo
Escrito por Bruno Beraldo às 18h56
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