Happy Hour - Papos Pós Expediente

Economia

  O individualismo do ser humano

 
 

O individualismo do ser humano

O escocês Adam Smith (1723-1790) é considerado por muitos o pai da economia moderna. A tese de que um impulso psicológico individual poderia ter efeito sobre a prosperidade ou a ruína econômica de um país é o centro de sua principal obra A Riqueza das Nações, de 1776. Smith diz que as pessoas são individualistas e tendem a buscar sempre o que é melhor para elas. Agindo assim, giram a economia e fazem um bem a toda a comunidade, produzindo a Riqueza das Nações.

Explicação clássica do livro:

1)       O padeiro não acorda de madrugada para colocar a massa no forno por amor ao estômago de seus clientes – mas pelo dinheiro que ele receberá deles.

2)      O Zé da Feira não vai até a padaria para garantir o emprego do padeiro – mas para satisfazer sua própria necessidade e desejo de comer pão.

Explicação dos dias atuais:

a)      O empresário não contrata funcionários para gerar emprego ou para promover o bem estar social – mas para obter o seu lucro.

b)      O metalúrgico não trabalha na indústria automotiva para produzir veículos e permitir que todos tenham seu automóvel – mas para receber seu salário e manter sua família.

E assim para toda a economia.

Adam Smith também era filósofo e psicólogo, embora mais conhecido como economista. Apesar de ter vivido há mais de 200 anos, ainda acho que ele está um passo à frente de muitos economistas de hoje!

O que você acha? O ser humano é individualista por natureza? Faz sentido dizer que a soma de individualismos produz a riqueza geral de um país?



Escrito por Bruno Beraldo às 10h01
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  Investimentos da classe média

 
 

Investimentos da classe média

O pensamento geral da classe média brasileira em termos de dívidas e investimentos é difícil de entender.

Há uma grande quantidade de pessoas com dinheiro aplicado em poupança ou em fundos de renda fixa. Ao mesmo tempo que possui dinheiro aplicado, a mesma classe média tem dívidas no crédito pessoal ou no cheque especial.

·         Em aplicações financeiras, os juros jogam a favor do aplicador;

·         Nos empréstimos, os juros jogam contra o devedor.

Se os juros que recebem pelo dinheiro aplicado (que jogam a favor) são menores que os juros que pagam as dívidas que têm (que jogam contra), qual é o sentido de aplicar dinheiro?

Queimar ou rasgar dinheiro tem exatamente o mesmo efeito! Não é melhor quitar totalmente as dívidas contraídas para depois começar a poupar? Ou será que a ânsia pelo consumo imediato não nos permite?

Essa situação é muito comum entre os aplicadores em previdência privada (PGBLs ou VGBLs). Estes produtos são excelentes para os que não possuem dívidas com juros jogando contra. Do contrário, é mais recomendável quitar as dívidas para somente depois fazer o seu PGBL ou VGBL.

Como trabalho diretamente no mercado financeiro, vejo e escuto este tipo de situação diariamente.

Muito cuidado com os gerentes de banco e seus produtos maravilhosos "feitos especialmente para você"...



Escrito por Bruno Beraldo às 13h07
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